Orgulho dos que partiram
CANTORES
Nome completo Luiz Gonzaga do Nascimento
Também conhecido(a) como
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Nascimento 13 de dezembro de 1912
Local de nascimento Exu, Pernambuco
Data de morte 2 de agosto de 1989 (76 anos)
Local de morte Recife, Pernambuco
Nacionalidade brasileiro
Gênero(s)
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Filho(s) Gonzaguinha
Instrumento(s) vocal
acordeão
zabumba
triângulo
Modelos de instrumentos 120 baixos[
Período em atividade 1940-1989 (49 anos)
Outras ocupações Foi soldado do Exército Brasileiro por dez anos. Era corneteiro.
Gravadora(s) RCA
EMI-Odeon
Discos Copacabana
Afiliação(ões)
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Página oficial http://www.gonzagao.com.br/
Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou as festas juninas e os forrós pé-de-serra, bem como o relato sobre a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, ao resto do país, numa época em que a maioria desconhecia o baião, o xote e o xaxado.
Admirado por músicos como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso,
o genial instrumentista e sofisticado criador de melodias e harmonias
ganhou notoriedade com as antológicas canções "Baião" (), "Asa Branca" (1947), "Siridó" (1948), "Juazeiro" (1948), "Qui Nem Jiló" (1949) e "Baião de Dois" (1950)
Nasceu na sexta-feira, dia 13 de dezembro de 1912, numa casa de barro
batido na Fazenda Caiçara povoado do Araripe, a 12 km da área urbana do
município de Exu, extremo noroeste do estado de Pernambuco, cidade localizada a 610 km da capital pernambucana, Recife, a 69 km do Crato e a 80 km de Juazeiro do Norte (as duas últimas já situadas no Ceará,
estado com o qual Exu faz divisa). Foi o segundo filho de Ana Batista
de Jesus Gonzaga do Nascimento, conhecida na região por ‘Mãe Santana’, e
oitavo de Januário José dos Santos do Nascimento. O padre José Fernandes de Medeiros o batizou na matriz de Exu em 5 de janeiro de 1920.[5][6]
Deveria ter o mesmo nome do pai, mas na madrugada em que nasceu,
seu pai foi para o terreiro da casa, viu uma estrela cadente muito
luminosa e mudou de ideia. Era também o dia de Santa Luzia e também mês
do Natal,
o que explica seu nome, "Luiz",que foi dado em homenagem a Santa Luzia,
a estrela cadente e ao natal. Este nome tem tudo a ver com a época que
nascera, e quer dizer "brilho, luz".
A cidade que nascera fica ao sopé da Serra do Araripe,
e inspiraria uma de suas primeiras composições, "Pé de Serra". Seu pai
trabalhava na roça, num latifúndio, e nas horas vagas tocava acordeão;
também consertava o instrumento. Foi com ele que Luiz aprendeu a
tocá-lo. Não era adolescente ainda quando passou a se apresentar em
bailes, forrós e feiras, de início acompanhando seu pai. Autêntico
representante da cultura nordestina, manteve-se fiel às suas origens
mesmo seguindo carreira musical no sudeste do Brasil.[4] O gênero musical que o consagrou foi o baião.[2] A canção emblemática de sua carreira foi Asa Branca, composta em 1947 em parceria com o advogado cearense Humberto Teixeira.
Nome completo; José Domingos de Morais
Também conhecido(a) como Dominguinhos
Nascimento 12 de fevereiro de 1941
Local de nascimento Garanhuns, Pernambuco
País Brasil
Data de morte 23 de julho de 2013 (72 anos)
Local de morte São Paulo, São Paulo
Nacionalidade brasileiro
Gênero(s) baião, bossa nova, choro, forró, xote, jazz
Instrumento(s) Acordeão
Afiliações Luiz Gonzaga, Anastácia, Nara Leão, Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Chico Buarque, Toquinho, Nando Cordel
Desde menino José Domingos já se interessava por música, por influência do pai, que lhe deu de presente uma sanfona de oito baixos. Aos seis anos de idade aprendeu a tocar o instrumento e começou a se apresentar em feiras livres e portas de hotéis em troca de algum dinheiro, junto com dois de seus irmãos, Moraes e Valdomiro, formando o trio Os Três Pinguins. No início da formação, tocava triângulo e pandeiro, passando depois a tocar sanfona. Praticava o instrumento por horas a fio e tornou-se um exímio "sanfoneiro", passando a ser conhecido em Garanhuns como "Neném do acordeon".
Encontro com Luiz Gonzaga
Conheceu Luiz Gonzaga quando tocava no hotel em que este estava hospedado, em Garanhuns. O nome do hotel era Tavares Correia e o trio, que sempre tocava na porta, foi convidado naquele dia a tocar dentro do hotel para Gonzaga e seus acompanhantes.[nota 2]
Luiz Gonzaga se impressionou com a desenvoltura do menino e o convidou a ir ao Rio de Janeiro, onde morava. Essa viagem aconteceria anos mais tarde, pois algum tempo depois deste encontro, em 1948, Neném do acordeon foi para Recife estudar.
Ida ao Rio de Janeiro
Alguns anos depois, em 1954, seu pai decide ir para o Rio de Janeiro procurar Gonzaga, devido às dificuldades que passavam em Garanhuns. Junto com o pai, foi também o menino Neném do acordeon, então com treze anos de idade, numa viagem de pau de arara que durou onze dias. Foram morar em Nilópolis, onde já estava o seu irmão Moraes.[1]
Em pouco tempo foram procurar Luiz Gonzaga, que morava no bairro do Méier, zona norte do Rio de Janeiro. Este deu-lhe de presente uma sanfona de oitenta baixos logo neste primeiro encontro. A partir de então, o menino passou a frequentar a casa de Gonzaga, o acompanhando em shows, ensaios e gravações.
Nos anos seguintes, o menino que ainda era conhecido como Neném do acordeon, passou a participar de programas de rádio e se apresentar em casas noturnas, aprendendo outros estilos de música, como o chorinho, samba e outros estilos da época.
Somente em 1957, receberia o nome artístico de Dominguinhos dado pelo próprio Gonzaga. Neste mesmo ano faz sua primeira gravação profissional, tocando sanfona na música Moça de feira, com seu famoso padrinho artístico.
De 1957 a 1958, integra a primeira formação do grupo de forró Trio Nordestino, ao lado de Miudinho e Zito Borborema, que haviam deixado o grupo que acompanhava Gonzaga. Neste mesmo ano de 1958 casa-se com Janete, sua primeira mulher. Deste casamento nascem os filhos Mauro e Madeleine.
Depois de deixar o Trio Nordestino em 1958, continuou a se apresentar em programas de rádio e casas noturnas, até gravar seu primeiro disco, o LP Fim de festa em 1964.
Viagens com Gonzaga e consagração
Depois de mais dois discos gravados, volta a integrar o grupo de Gonzaga em 1967, viajando pelo nordeste e dividindo as funções de sanfoneiro e motorista. Em uma dessas viagens, naquele mesmo ano, conhece uma cantora de forró, a pernambucana Anastácia, com quem compôs mais de 200 canções, inclusive um de seus maiores sucessos, Eu só quero um xodó, em uma parceria que durou onze anos.
Anastácia revelou em 2013 que se arrependeu de ter destruído 150 fitas cassete com melodias inéditas de Dominguinhos, depois de ter sido abandonada por ele.[2]
A sua integração ao grupo de Luiz Gonzaga fez com que ganhasse reputação como músico e arranjador, aproximando-se de artistas consagrados dos movimentos bossa nova e MPB, nos anos 70 e 80. Fez trabalhos junto a músicos de renome, como Nara Leão, Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Chico Buarque e Toquinho.
Acabou por se consolidar em uma carreira musical própria, englobando gêneros musicais diversos como bossa nova, jazz e pop.[3]
No final dos anos 70, Dominguinhos conhece a também cantora Guadalupe Mendonça, com quem se casa em 1980. Deste casamento, nasceria uma filha, a cantora Liv Moraes.[4]
Morte
Em decorrência de um tratamento contra um câncer de pulmão, que já durava seis anos, Dominguinhos teve problemas relacionados a arritmia cardíaca e infecção respiratória e foi internado no Recife em dezembro de 2012. Um mês depois foi transferido para o Hospital Sírio-Libanês em São Paulo. No decorrer dos meses seguintes seu quadro se agravou, tendo sofrido várias paradas cardíacas. Em março seu filho Mauro declarou à imprensa que o cantor não deveria mais retornar do coma em que se encontrava, informação não confirmada pelos médicos, que, segundo os boletins divulgados, afirmavam que Dominguinhos estava minimamente consciente e apresentava leve quadro de melhora.[5][6][7]
Em 13 de julho, o cantor deixou a UTI, mas ainda permaneceu internado, com quadro considerado estável.[8]
Com um novo agravamento no seu quadro, voltou para a UTI, onde morreu às 18h do dia 23 de julho de 2013, após sofrer complicações infecciosas e cardíacas.[9]
Devido a uma disputa judicial entre seus familiares, quanto ao local do sepultamento, o corpo de Dominguinhos teve dois sepultamentos. O primeiro foi no Cemitério Morada da Paz em Paulista, Região Metropolitana do Recife, no dia 25 de julho de 2013.[10]
Dois meses depois, em 26 de setembro, seu corpo foi transferido para Garanhuns, onde houve um novo sepultamento no mesmo dia, no Cemitério São Miguel. O desejo de Dominguinhos era ser sepultado na sua terra natal.[11][12]
Prêmios
Em 2002, Dominguinhos foi vencedor do Grammy Latino com o CD Chegando de Mansinho.
Após cinco anos sem lançar um trabalho solo, Dominguinhos voltou em 2006 a gravar pela Eldorado na qual Conterrâneos 2006, agraciado no Prêmio TIM (2007) na categoria Melhor Cantor Regional.
Em 2007, Dominguinhos, concorreu ao 8º Grammy Latino com mesmo álbum na categoria melhor disco regional.
Em 2008, Dominguinhos foi o grande homenageado do Prêmio Tim de Música Brasileira.
Em 2010, foi o vencedor do Prêmio Shell de Música 2010.[13]
Em 2012, Dominguinhos foi novamente agraciado com um Grammy Latino: Melhor Álbum de Raiz Brasileiro, com o CD e DVD Iluminado.
Nome completo ; José Accioly Cavalcante Neto
Accioly Neto Foi um cantor e compositor de música popular brasileira. Iniciou sua carreira artística como vocalista dos grupos Bulldog e Big Som, no Rio de Janeiro. Wikipédia
Nascimento: 11 de julho de 1950, Goiana
Falecimento: 29 de outubro de 2000, Recife, Pernambuco
Álbuns: 20 Super Sucessos, Accioly Neto
Gravadoras: SomZoom, Polydisc
Foi observando os seresteiros amigos das irmãs velhas que, aos oito anos, começou a tocar violão.
Proibido, a princípio, pelo pai, treinava escondido, dentro do guarda-roupa, usando um violão emprestado da irmã.
Apesar desse começo conturbado, a partir daí não mais parou - seu interesse pela música se estendeu á juventude e, aos 25 anos, Accioly Neto iniciava carreira artística como vocalista dos grupos Bulldog e Big Som, no Rio de Janeiro.
Surgiram as oportunidades para participação em festivais de música, conseguindo, sempre, classificar bem as suas composições.
O primeiro deles foi o 7º Festival da Canção Popular de Muriaé (MG), em 1976, quando se classificou em 3º lugar com a música Calouro de TV.
No Recife novamente, liderou, como baixista, cantor e compositor o grupo Acalanto.
Em 1977, sua música Severina Cooper, gravação da Som Livre, foi classificada em 2º lugar na Primeira Cantoria de Música Nordestina, promovida pela Rede Globo, no Teatro do Parque.
Por essa época, com os grupos Acalanto e Contrapeso, Accioly Neto participou dos shows Cante Enquanto Tem Boca e Santo de Barro.
Em seguida foi para São Paulo, e teve duas de suas músicas gravadas: Palavra de honra, por Jessé e Maria Maravilha, por Vanusa.
Foi em 1981, ano em que apresentou uma música no Festival MPB Shell, que decidiu se casar com Tereza, que se tornou produtora musical.
Em 1986, lança o LP Trancelim, que marca uma mudança em seu estilo musical, passando a fazer parte do grupo dos compositores de forró, reencontrando suas raízes nordestinas.
Suas músicas caem no gosto popular, o que lhe deu a oportunidade de fazer shows, tanto em casa do Recife (Cavalo Dourado, Casa de Festejos e outras), com em cidades pelo interior de Pernambuco, com Palmares, Bezerros e Surubim; e ainda em estados vizinhos.
Neste mesmo ano, Accioly lançou um LP, pela Polidisc, trazendo um novo formato, com apenas duas faixas de música. A primeira Minha gata, em homenagem à esposa, e a outra, Nhém-Nhém.
Mas o LP Forró Sexual, gravado pela Continental, que veio logo a seguir, não obteve o mesmo sucesso.
Por entender que houve pouco da gravadora ele resolveu mudar de selo, assinando contrato com a BMGA Ariola, que representava, naquela época, os grandes nomes da MPB. Aceitou o desafio para fazer um disco cujo ritmo estava nas paradas de sucesso, a lambada. A sua versatilidade como compositor fez surgir o disco Viva a Lambada, com boas composições.
Mas, em 1991, sofre um grave acidente na rodovia BR 101 Sul, na altura de Palmares (PE), vindo de um trabalho de divulgação em Maceió. Com algumas sequelas, o artista passou por um período muito difícil, que o deixou bastante deprimido. Mas com o auxílio de sua fé e o apoio da mulher e da filha Talitha, conseguiu superar e aproveitar o tempo para compor, principalmente forró.
Entre os intérpretes de suas músicas estão Elba Ramalho, Roberta Miranda, Flávio José, Fagner, Nando Cordel, Fábio Júnior, Jorge de Altinho, José Santanna, Paulo Diniz, Edgar Mão Branca e os gruposMastruz com Leite, Magníficos e Fala Mansa.
Com o surgimento dos CDs, revolucionando o mercado fonográfico, resolve voltar a gravar. A produção independente de seu primeiro CD, Lembrança de um Beijo, foi em 1995, sendo a música regravada por diversos cantores.
Muda mais uma vez de gravadora, assinando um contrato com a Somzoom, que lhe dava a obrigação de compor uma cota mensal de músicas, as quais eram enviada a Fortaleza para serem gravadas pelos grupos de forró ligados à tal gravadora.
Em 1998, Accioly grava um CD com um leque de composições, algumas inéditas, e dois anos depois, em maio de 2000, realiza seu último show no Forró Classe A, no Recife, com a casa lotada e muitos aplausos, o que lhe provocou grande emoção.
Ainda gravou o CD, um resumo de sua carreira, intitulado Meu forró, que trazia a músicas Espumas ao Vento, um dos seus maiores sucessos, incluído em 2003 na trilha sonora do filme Lisbela e o Prisioneiro, dirigido por Guel Arraes, baseado na peça homônima de Osman Lins.
Numa monografia ao final do Curso de Especialização em História de Pernambuco da UFPE, Eduardo Siqueira da Cunha se refere a Accioly Neto com homem de temperamento forte, com raízes nordestinas bem expressas em sua músicas e no trabalho personalizado e, sem dúvida, profícuo, que soube marcar a Música Popular Brasileira das últimas décadas do século 20.
Em 1981, casou-se com Tereza Accioly, produtora musical, e teve uma filha, Talitha. Em 1991, voltando de Maceió para Recife, sofreu um grave acidente na estrada, que lhe deixou sequelas, enfrentando um período de forte depressão. Ainda assim, continuou compondo. Seu primeiro CD "Lembrança de um Beijo" lançado em 1995 teve a música homônima interpretada magistralmente por Fagner e por outros grandes cantores. Acometido por um Aneurisma Cerebral, faleceu precocemente em 29 de outubro de 2000 aos 50 anos de idade. O CD "Meu Forró", lançado após a sua morte, traz sucessos como "Espumas ao Vento", que, em 2003, fez parte da trilha sonora do filme Lisbela e o Prisioneiro, dirigido por Guel Arraes.
HOMENAGEM ESPECIAL
ATORES
José Pimentel
Nome completo José de Souza Pimentel
Nascimento 11 de agosto de 1934
Garanhuns, PE
Nacionalidade brasileiro
Morte 14 de agosto de 2018 (84 anos)
Recife, PE
Ocupação ator e diretor
José de Souza Pimentel, (Garanhuns, 11 de agosto de 1934 — Recife, 14 de agosto de 2018 conhecido pelo seu nome profissional e artístico como José Pimentel foi um ator, diretor e escritor teatral brasileiro, além de professor de teatro na faculdade de jornalismo na Universidade Federal de Pernambuco, no Recife.
Em 2008 Foi homenageado pela escola de samba recifense São Carlos
com o enredo "A saga de José Pimentel, patrimônio vivo da cultura
pernambucana". A escola se tornaria campeã do grupo de acesso.
Em 2017, foi incluído na lista dos Patrimônios Vivos de Pernambuco, por interpretar o papel de Jesus por mais de 40 anos.
Faleceu em 14 de agosto de 2018, três dias após completar 84 anos em decorrência de problemas respiratórios (enfisema pulmonar).Por sugestão de um amigo, foi incentivado, devido ao seu porte físico atlético, a representar um soldado romano no espetáculo Paixão de Cristo de Nova Jerusalém que acontece todos os anos, na Semana santa, no Distrito de Fazenda Nova, no Brejo da Madre de Deus, Pernambuco.
Depois de algum tempo, passou a ajudar o gaúcho Plínio Pacheco, idealizador e construtor da cidade-teatro de Nova Jerusalém, assumindo, junto com outros, a iluminação e a sonorização do espetáculo.
Concebeu o sistema de dublagem feito com a gravação da fala dos atores permeada com a trilha sonora do espetáculo. Este sistema é o utilizado até hoje.
De 1968 até 1977 interpretou Pilatos e dois demônios.
Em 1969 substituiu Clênio Wanderley na direção do espetáculo, fazendo algumas modificações no texto até então utilizado.
Em 1978 começou a atuar no papel de Jesus, substituindo o ator Carlos Reis, e continuou até 1996, afastando-se, então, da atuação e da direção, quando os outros responsáveis decidiram utilizar atores da Rede Globo de Televisão como elenco principal no lugar dos atores locais.
Paixão de Cristo do Recife
Desde 1997 até 2017 José Pimentel fazia a Paixão de Cristo do Recife, idealizada e dirigida por ele que, apesar do tempo, manteve sua marca especial na interpretação de Jesus. O espetáculo começou no Estádio do Arruda e é gratuito desde que mudou para o Marco Zero, no Bairro do Recife Antigo.
Outras atuações
Participou do filme Faustão, de 1971, no papel de Anjo Lucena, capangada família Araújo.[5]
Trabalhou em televisão como ator na novela A Moça do Sobrado Grande.
Como diretor e apresentador do polêmico programa Sinal Fechado em plena época de ditadura no Brasil, como também ocupou o cargo de diretor na TV Universitária de Pernambuco.
Hoje tem espetáculo - Peça teatral dirigida por José Pimentel e encenada no Sítio da Trindade, Casa Amarela pelos alunos da oficina de teatro ministrada por ele.
A Batalha dos Guararapes. Assim nasceu a pátria - Escrita e dirigida por José Pimentel e encenada nos Montes Guararapes. Nesta peça, encenada todos os anos, interpreta Vidal de Negreiros.
O Calvário de Frei Caneca - encenada nas ruas do Recife.
Jesus e o Natal - Auto de Natal, também concebido por José Pimentel realizado tanto na época natalina como antes do espetáculo Paixão de Cristo do Recife.
Depois de algum tempo, passou a ajudar o gaúcho Plínio Pacheco, idealizador e construtor da cidade-teatro de Nova Jerusalém, assumindo, junto com outros, a iluminação e a sonorização do espetáculo.
Concebeu o sistema de dublagem feito com a gravação da fala dos atores permeada com a trilha sonora do espetáculo. Este sistema é o utilizado até hoje.
De 1968 até 1977 interpretou Pilatos e dois demônios.
Em 1969 substituiu Clênio Wanderley na direção do espetáculo, fazendo algumas modificações no texto até então utilizado.
Em 1978 começou a atuar no papel de Jesus, substituindo o ator Carlos Reis, e continuou até 1996, afastando-se, então, da atuação e da direção, quando os outros responsáveis decidiram utilizar atores da Rede Globo de Televisão como elenco principal no lugar dos atores locais.
Paixão de Cristo do Recife
Desde 1997 até 2017 José Pimentel fazia a Paixão de Cristo do Recife, idealizada e dirigida por ele que, apesar do tempo, manteve sua marca especial na interpretação de Jesus. O espetáculo começou no Estádio do Arruda e é gratuito desde que mudou para o Marco Zero, no Bairro do Recife Antigo.
Outras atuações
Participou do filme Faustão, de 1971, no papel de Anjo Lucena, capangada família Araújo.[5]
Trabalhou em televisão como ator na novela A Moça do Sobrado Grande.
Como diretor e apresentador do polêmico programa Sinal Fechado em plena época de ditadura no Brasil, como também ocupou o cargo de diretor na TV Universitária de Pernambuco.
Hoje tem espetáculo - Peça teatral dirigida por José Pimentel e encenada no Sítio da Trindade, Casa Amarela pelos alunos da oficina de teatro ministrada por ele.
A Batalha dos Guararapes. Assim nasceu a pátria - Escrita e dirigida por José Pimentel e encenada nos Montes Guararapes. Nesta peça, encenada todos os anos, interpreta Vidal de Negreiros.
O Calvário de Frei Caneca - encenada nas ruas do Recife.
Jesus e o Natal - Auto de Natal, também concebido por José Pimentel realizado tanto na época natalina como antes do espetáculo Paixão de Cristo do Recife.
ARTISTA ARTESÕES
MESTRES DA ARTE POPULAR
Vitalino Pereira dos Santos
Conhecido como Mestre Vitalino (Caruaru, 10 de julho de 1909 — Caruaru, 20 de janeiro de 1963), foi um artesão brasileiro.
Filho de lavradores, Mestre Vitalino foi um artesão que retratou em seus bonecos de barro a cultura e o folclore do povo nordestino, especialmente do interior de Pernambuco e da tradição do modo de vida dos sertanejos. Este trabalho ficou conhecido entre especialistas como arte figurativa.
O artista passou a desenvolver a modelagem no barro desde quando era pequeno, os bonecos que criava eram seus brinquedos. As obras de Vitalino ganharam reconhecimento na região Sudeste a partir de 1947, quando o artista plástico Augusto Rodrigues o convidou para a Exposição de Cerâmica Popular Pernambucana, realizada no Rio de Janeiro. Em janeiro de 1949, a fama foi ampliada com exposição no Masp. Em 1955, integrou em Neuchâtel, Suíça, a exposição Arte Primitiva e Moderna Brasileiras.
Sua vida foi como a de muitos nordestinos: pobre, não frequentou a escola porque tinha que ajudar seus pais na lavoura. Fisicamente também não se distinguia muito dos demais homens da região: baixo e franzino, cor parda, pele áspera e queimada do sol. Casou-se aos 22 anos de idade com Joana Maria da Conceição, a Joaninha, com que teve 16 filhos, dos quais apenas 6 sobreviveram. Após 17 anos de casamento deixou o sítio Campos e se mudou para o Alto do Moura, comunidade localizada a 7 Km de Caruaru, onde passou o resto de sua vida. No Alto do Moura sua obra passou a ter mais destaque, ele era muito admirado pelos demais moradores do lugar. Todos queriam ver de perto seu trabalho e aprender com o mestre.
O reconhecimento do artista foi ampliado após a sua morte. A biografia do artista inspirou o samba-enredo da Império da Tijuca nos carnavais de 1977 e 2009. A Festa de São João de Caruaru o adotou como a personalidade homenageada de 2009.
Suas obras mais famosas são Violeiro, O enterro na rede, Cavalo-marinho, Casal no boi, Noivos a cavalo, Caçador de onça e Família lavrando a terra.
Parte de sua obra pode ser contemplada no Museu do Louvre, em Paris, na França. No Brasil, a maior parte está nos museus Casa do Pontal e Chácara do Céu, Rio de Janeiro; Acervo Museológico da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife; e no Alto do Moura.
A produção do artista passou a ser iconográfica e inspirou a formação de várias gerações de artistas, especialmente no Alto do Moura em Caruaru. Nesta geração de artistas populares do Alto do Moura influenciados pelo mestre destacam-se nomes como: Manuel Eudócio (Mestre Eudócio), Severino Vitalino (filho do mestre), Elias Vitalino (neto do mestre), Marliete Rodrigues, Socorro Rodrigues, Seu Elias e vários outros.
Severino Vitalino
Severino Pereira dos Santos, o Severino Vitalino, nasceu no sítio Campos-PE em 1940. Ainda criança se mudou com sua família para o Alto do Moura em Caruaru, onde vive até hoje. Severino é filho do mestre Vitalino e continuador de sua obra.
Com o mestre Vitalino, Severino aprendeu a modelar o barro. Desde muito pequeno já ajudava seu pai a fazer as pecinhas de barro; até hoje faz questão de manter o estilo do pai. Com técnica apurada, molda no barro as obras que correram o mundo como: a banda de pífanos, a família de retirantes, o boi, Lampião e Maria Bonita, dentre outras. “Meu pai criou 118 tipos de peças, muita coisa para se fazer. Eu faço qualquer peça daquelas que ele passou para mim. Todos os tipos”, diz Severino.
DA CRIATURA CRIATIVA PARA AS MÃOS DO CRIADOR.
Durante anos, grandes obras de barro foram criadas pelas mãos do seu pai o Mestre Vitalino e por suas mãos Severino, agora os dois descanção nas Mãos do Verdadeiro criador dos homem a partir do barro. DEUS




