Reunião Solene em homenagem ao Forró

Pernambuco se destaca pela variedade e qualidade dos ritmos musicais. O forró, paixão do povo nordestino, é um deles.

O estilo foi difundido internacionalmente por compositores e intérpretes como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos e o Trio Nordestino. Na noite da segunda-feira (13), uma Reunião Solene prestou homenagem a essa manifestação cultural e a 54 Celebridades entre  produtores de forró e  forrozeiros, por iniciativa do deputado Wanderson Florêncio (PSC).

 A cerimônia foi  presidida pelo deputado e poeta

Tony Gel do MDB
Ao abrir a solenidade, o parlamentar enfatizou ser “uma alegria muito grande receber forrozeiros e forrozeiras na Casa do Povo”. “É um ritmo genuinamente nordestino, porém, mais pernambucano do que tudo. No Exterior, o Brasil é lembrado pelo samba, mas temos o frevo e o forró, que representam a riqueza da nossa música regional”, pontuou. Fez questão de lembrar  também



13 de maio na Cova da Iria

No ano de 1917 Jacinta estava com 7 anos, Francisco com 9 anos  e Lúcia com 10 anos quando relataram o aparecimento de Nossa Senhora, que ficou conhecida como NS de Fátima porque as 3 crianças que tomavam conta de umas ovelhas estavam na Cova da Iria, comarca (freguesia) de Fátima quando lhes apareceu Nossa Senhora.
 Lembrou   a Lei Áurea. Lei Áurea, oficialmente Lei Imperial n.º 3.353, sancionada em 13 de maio de 1888, foi o diploma legal que extinguiu a escravidão no Brasil

Wanderson Florêncio falou das origens da manifestação cultural. “Existem três versões para a origem do nome forró: uma delas vem do século 19, quando muitos ingleses estavam trabalhando na construção de ferrovias aqui no Nordeste. Nos momentos de lazer, eles realizavam festas, muitas restritas. Quando permitiam a participação de mais pessoas, colocavam um cartaz com as palavras ‘for all’ (para todos).”
Segundo o deputado, há uma outra versão, mais antiga, considerada a mais aceita, do pesquisador da cultura popular Luís da Câmara Cascudo. De acordo com ele, a palavra forró deriva da abreviação de “forrobodó, que tem muitos significados, entre eles, arrasta-pé e confusão”.
Florêncio entregou uma placa comemorativa ao radialista e compositor Ivan Ferraz, que falou na tribuna do Auditório Sérgio Guerra. “O forró enfrenta dificuldades, mas hoje é dia de celebrar com todos os forrozeiros e sanfoneiros, com todos os artistas que defendem a música de Luiz Gonzaga”, frisou.
Representando os artistas, o cantor e compositor Alcymar Monteiro também discursou. Ele ressaltou que o ritmo representa 60 milhões de nordestinos. “O forró tem pai e mãe: é filho de Luiz Gonzaga e de Marinês. A trajetória desse gênero é de resistência, e eu me sinto feliz por poder cantar forró e fazer algo pela minha cultura, pelo meu povo.”
HOMENAGEM
O radialista e compositor Ivan Ferraz recebeu uma placa comemorativa. 
Durante a reunião, 54 forrozeiros foram homenageados com certificados pela contribuição em defesa do estilo musical. Entre eles, Alcymar Monteiro, Fabiana Pimentinha, Genival Lacerda, Novinho da Paraíba e Petrúcio Amorim, Nádia Maia, Andressa Formiga ...  “Parabenizamos todos os que fazem o legítimo forró. Tenho um imenso orgulho em enaltecer as nossas tradições e cultura”, concluiu Wanderson Florêncio.
Além de Tony Gel, compuseram a mesa dos trabalhos a presidente da Associação dos Forrozeiros Pé de Serra, Tereza Accioly, o cantores e compositores Genival Lacerda, Alcymar Monteiro e Anastácia, e o radialista e compositor Ivan Ferraz.


Atualmente, segue em tramitação na Câmara de Vereadores do Recife Projeto de Lei 124/2018, de Wanderson Florêncio, que quer tornar o forró Patrimônio Cultural e Imaterial do município.




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